Sábado, 7 de Abril de 2007

Resolvendo problemas na célula

Cada líder enfrentará diversos problemas durante a reunião e na vida do grupo. Normalmente serão pessoas que, pelas suas atitudes, tenderão a obstruir o fluir de Deus no grupo. Para proteger os membros e manter a integridade da célula o líder deve restringir essas atitudes em amor, ciente de que ele está ali, confirmado pela autoridade que lhe foi dada pela Igreja.

1.O membro pecaminoso
A Palavra de Deus diz, em I Coríntios 5.13, que devemos “expulsar de entre nós o malfeitor”. Deus é muito zeloso pela Sua santidade e também é muito zeloso pela santidade da Igreja. Ele não permitirá, de forma alguma, o pecado no meio do Seu povo. Cada líder deve saber que não basta haver crescimento numérico, é preciso haver santidade!
Baseados em I Coríntios 5.11-13, dizemos que seis grupos de pecados não podem ser tolerados:
Impureza – Inclui todos os pecados sexuais
Avareza – É o amor ao dinheiro
Idolatria – Inclui feitiçaria, adivinhação, prognóstico, consulta aos mortos, etc.
Maledicência – Inclui calúnia, difamação, infâmia, mexerico, fofoca, etc.
Bebedice – Toda embriaguez provocada por bebida alcoólica, drogas ou remédios
Furto – Aqui inclui-se: ladrão, assaltante, chantagista, etc.

Como lidar com o pecaminoso?
O membro faltoso deverá primeiro ser admoestado pelo irmão que testemunhou ou tomou conhecimento do erro. Se o faltoso ouvir e abandonar o erro, o pecado deve ser coberto.
Se o membro faltoso voltar a pecar deverá ser admoestado pelo líder da célula, em companhia da testemunha do pecado.
Caso o pecaminoso não mude de conduta e continue no pecado, o líder deve entregar o problema para o discipulador, e este para o pastor. Caso o irmão não ouça também os pastores ele deverá ser convidado a se retirar da célula até que resolva mudar de vida.

2.Aquele que se acha mais espiritual que os outros
O supercrente, certamente, tentará impressionar o grupo com os seus dons e poderes especiais. Ele sempre discorre sobre passagens bíblicas difíceis e assuntos polêmicos. E, se lhe deixarem falar, provavelmente criticará o líder do grupo, ainda que sutilmente, procurando mostrar o quanto é mais capacitado e experiente.

Como lidar com esse tipo de membro?
Na hora do compartilhamento, o líder não deve encorajá-lo a falar muito sobre suas experiências. Deve também procurar redirecionar o assunto e dar oportunidade para outras pessoas opinarem. E quando perceber oportunidade, deve conversar com a pessoa em particular, mostrando-lhe os objetivos do grupo e o quanto ela pode ser útil servindo os irmãos. Sutilmente, coloque-o para servir em algo mais humilde, que trate com o seu EGO.

3.Aquele que é discipulado à distância por líderes de outras igrejas
Normalmente, esse tipo de membro estará sempre se referindo ao conhecimento obtido fora da Igreja e assumindo uma atitude crítica tanto em relação ao grupo quanto ao líder. Tais pessoas podem trazer confusão e, até mesmo, levar a célula a morrer.

Como lidar com esse tipo de membro?
Não permita que alguém com estas características ensine no grupo, muito menos aos novos convertidos. Não admita críticas contra a visão da Igreja, nem comparações com o que acontece em outros lugares. Procure estar com ele a sós, e mostre-lhe a necessidade de ter como discipulador alguém da liderança da Igreja e não pessoas de fora.

4.Pastores que vêm de fora
Depois que a Igreja cresce passa a atrair muitos pastores desgarrados de outras igrejas. Geralmente, eles vão ao grupo e, sutilmente, resistem à autoridade do líder tentando até mesmo controlar a célula. Comumente, se utilizam do título de pastor para causar impressão e ficam indignados quando não são reconhecidos como pregadores.

Como lidar com esse tipo de membro?
O líder não deve se intimidar com o título de pastor ostentado pelo irmão. Ao contrário, deve procurar mostrar-lhe que ele é bem-vindo no grupo, mas somente será reconhecido como pastor ali, depois que a Igreja reconhecê-lo. Cabe também ao líder mostrar ao irmão que em nossa Igreja valorizamos a função e não o título. Por outro lado, o líder não deve permitir que monopolize a Palavra de Deus durante o tempo de compartilhamento.

5.O irmão muito falante
É aquele que procura monopolizar o tempo de compartilhamento. Normalmente opina sobre todos os assuntos, ainda que não os conheça a fundo. Conta longas histórias ou ilustrações que não têm nada a ver com o que está sendo discutido e muda de assunto o tempo todo. É muito imprudente em seus discursos: fala de situações íntimas que não deveriam ser compartilhadas no grupo e, geralmente, mata a reunião quando abre a boca. Este tipo de irmão atrai a antipatia dos irmãos e costuma ser rejeitado.

Como lidar com esse tipo de membro?
O líder deve ajudar o irmão falante a se expressar dirigindo-lhe comentários do tipo: “Parece que você tem experimentado muitas coisas, mas o que gostaríamos de saber é o que Deus falou com você hoje, nesta reunião”. Se ele persistir em sua digressão, o líder deverá confrontá-lo, dizendo: “Para que os outros também possam compartilhar, por favor, resuma a sua conclusão em trinta segundos”. O líder deve mostrar amor e paciência, sem rejeitar o irmão.

6.A pessoa que é antiga na Igreja, mas que ainda não lidera
Normalmente, as pessoas mais antigas que não atingiram posição de liderança tendem a participar do grupo de forma inconstante e sem compromisso. Pessoas desse tipo, quando participam, são difíceis de ser lideradas e sempre pensam que, por serem mais antigas, devem ter uma posição diferente. Comumente são saudosistas e se referem ao passado como “os bons dias”. Por se referir ao passado como sendo melhor que hoje, tais pessoas produzem discórdia no grupo.

Como lidar com esse tipo de membro?
Não se deve dar nenhum tratamento especial a tais pessoas. O líder deve enfatizar, constantemente, que tempo de Igreja não faz de ninguém um líder. No tempo de compartilhamento estimule o tal irmão a falar sobre o que Deus está fazendo em sua vida hoje, e, quais são os seus alvos imediatos em Deus. Desafie-o a entrar na visão e a ser um ministro!

7.O crítico da visão
Tais pessoas inicialmente serão muito sutis, mas no decorrer do tempo expressarão suas opiniões acerca da liderança e da Igreja. Talvez apenas façam expressões de ironia e sarcasmo quando algum líder for mencionado na reunião. Estas pessoas, além de fazerem com que um espírito de divisão e sectarismo penetre no grupo, podem também se tornar um tropeço na vida da Igreja.

Como lidar com esse tipo de membro?
Quando ele expressar suas críticas, o líder deve dizer ao grupo que todos ali têm liberdade para fazer suas críticas; todavia, a célula não é o lugar apropriado para isso. Quem tiver críticas e/ou “sugestões” a fazer, faça-as pessoalmente aos líderes. Se o irmão insistir diga que se todos concordarem anotará as críticas e entregará pessoalmente ao pastor principal. O líder deve mostrar ao grupo que todos têm liberdade de dar sugestões construtivas e trazer novas idéias, mas que as críticas negativas devem ser abolidas.

8.Anfitriões que não são hospitaleiros
O anfitrião é uma pessoa muito importante no contexto da reunião da célula. Um anfitrião que freqüentemente está ausente no dia da reunião, pode ser um grave problema. Existem aqueles que, pela idade e temperamento, tendem a manipular o grupo e se julgam no direito de falar o que bem quiserem, a qualquer hora. Pessoas assim podem impedir o fluir de Deus nas reuniões e, conseqüentemente, destruir o grupo.

Como lidar com esse tipo de membros?
O líder deve admoestá-lo amorosamente e mostrar-lhe o seu papel no grupo. Deve também conscientizá-lo tanto sobre o dom da hospitalidade, quanto sobre os benefícios que, na Bíblia, são prometidos aos que recebem a Igreja em sua casa. Se os problemas continuarem, a única alternativa é mudar o grupo de residência.

9.Crianças destruidoras
Esta é uma situação delicada que o líder deve administrar com muito cuidado e paciência. Uma repreensão pública pode ser danosa e inibir os pais de levar os filhos à reunião. Por outro lado, tolerar por muito tempo o problema pode causar muito desgaste aos anfitriões.

Como lidar com esse tipo de membros?
Se os pais da criança forem novos no grupo todos devem exercitar a paciência e procurar contornar o problema segurando as crianças de uma maneira a demonstrar insatisfação. Caso seja um grupo maduro a melhor alternativa é uma orientação pública sobre o problema. Separe uma reunião para falar sobre o papel de cada um na célula e o dever dos pais de cuidar dos seus filhos.

10.O grupo se recusa a multiplicar
Existem muitas causas para este problema. A primeira é que os membros se tornaram confortáveis demais na companhia uns dos outros. Eles se apegam fortemente a esses relacionamentos e não querem deixá-los. Alguns chamam essa doença de koinonite.

A segunda causa desse problema é que as pessoas experimentaram um grande mover na sua célula e agora temem que esse mover desapareça no novo grupo.

Como lidar com esse tipo de membros?
Nas duas situações mencionadas anteriormente a solução é relembrar a todos a visão da multiplicação e mostrar-lhes a necessidade da salvação das vidas. Todos precisam estar cientes de que a unção é boa; mas que ela existe para o propósito da multiplicação. A comunhão é boa, mas também só tem sentido quando gera fecundidade e produz filhos.

11.A maioria dos membros da célula não está indo à celebração de domingo
Depois que uma Igreja transiciona-se completamente para o modelo de igreja em células, um fenômeno poderá ocorrer: as pessoas começarão a preferir as reuniões da célula que as reuniões de celebração aos domingos. Os motivos podem ser muitos, mas o mais comum é a distância. Na medida que a Igreja cresce as células vão ficando cada vez mais distantes. Mas, às vezes, a causa é que não há estacionamento no prédio da igreja, o trânsito é ruim, os cultos são muito lotados e até mesmo o horário do culto pode ser um problema numa área particularmente perigosa.
Como lidar?

O líder deve observar se essa situação é fruto de descompromisso com a igreja local. Se esse for o caso os membros devem ser seriamente exortados.

Todavia, se a causa for qualquer um dos motivos mencionados, não há muito o que fazer. Toda igreja precisa crescer em quantidade, qualidade e também em estrutura física.

Fonte: Videira

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publicado por Antonio Francisco às 22:44
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